O magistério da rede pública estadual entrou em estado de greve na manhã desta quinta-feira (31). A decisão foi tomada após assembleia realizada em Vitória. Os professores discutiram sobre a atual gestão e o plano de cargos e salários.
Assim que terminou a assembleia, a categoria se reuniu em frente ao Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) e saiu em passeata até o Palácio Anchieta, para mais um protesto.
A principal reclamação dos professores é com relação ao reajuste salarial que, segundo eles, ainda não foi efetuado pelo Governo do Estado. A classe também quer que as aulas voltem a ter 50 minutos.
Um professor que não quis se identificar informou que as aulas de 60 minutos são ruins porque estende a carga horária da manhã e os professores que trabalham no turno vespertino têm apenas 40 minutos para almoçar.
"É muito ruim sair às 12h20 e ter que retornar ao trabalho às 13h para o turno da tarde. Não dá tempo nem de almoçar dignamente".
Ainda não há uma previsão para paralisação, mas o magistério pode entrar em greve a qualquer momento.
Procurada pela nossa reportagem a Secretaria de Estado de Educação ainda não se manifestou.
Os professores da rede municipal da Serra realizaram na manhã desta quinta-feira (31) um protesto em frente ao prédio do Executivo municipal na Serra Sede e ameaçam entrar em greve. Cerca de 400 funcionários iniciaram a manifestação por volta das 9h30. Os professores tiveram o apoio de pais e alunos e adiantaram a manifestação do Dia da Mentira. Eles utilizaram bonecos, carro de som, foguetes, apitos, bandeiras e faixas para realizar o protesto.
Os manifestantes chegaram a ocupar o espaço central na entrada da prefeitura. Dentre as principais reclamações, o magistério destaca a falta de estrutura e superlotação das escolas, o reajuste salarial que não foi efetuado pela prefeitura e o não pagamento dos salários dos professores em designação temporária (DTs) que não recebem, segundo eles, desde fevereiro.
Um dos coordenadores do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública no Espírito Santo (Sindiupes), Swami Cordeiro Bérgamo, considerou o movimento positivo. "A categoria conseguiu mostrar toda a sua indignação".
Nesta sexta-feira (01) o Sindiupes participa de um reunião com o prefeito e toda a equipe da Secretaria de Educação, às 14h, para ouvir as propostas da administração pública e na próxima terça-feira (05) às 9h30, a categoria realiza uma nova assembleia no Centro de Treinamento de Carapina, onde vão decidir se entram em greve.
A Prefeitura da Serra informou que houve uma reunião na quarta-feira (17), com representantes do sindicato. A administração municipal disse ainda que está aberta ao diálogo e a negociação com os representantes do Sindiupes.
Comentários